A crise econômica brasileira e o aluguel de temporada

Os alugueis de temporada, seja de imóveis inteiros ou de apenas alguns cômodos, compõe parcela cada vez maior da renda mensal dos anfitriões no Brasil. Uma pesquisa feita pelo Airbnb, aponta que 53% dos anfitriões brasileiros alugam os imóveis para obter uma renda extra e 44% precisam desse dinheiro para pagar as contas no fim do mês. O porcentual é superior, por exemplo, aos do Chile e da Colômbia, onde a renda é essencial para 29% e 35% dos locadores, respectivamente.

Para o pesquisador de renda e mercado de trabalho do Ibre/FGV, Fernando Holanda Barbosa Filho, a fragilidade do mercado de trabalho e a economia cambaleante podem estimular a oferta de acomodações por meio de plataformas de aluguel de temporada no Brasil. Sendo assim uma janela de oportunidade durante  crise. “Há potencial de ser uma mudança estrutural, em que muita gente que tem o segundo imóvel ou um quarto ocioso queira fazer uma renda extra. Mas, por enquanto, os dados devem estar contaminados pela profundidade e duração da crise, em que algumas pessoas recorrem a esse tipo de locação apenas momentaneamente.”

Ricardo Pérez, professor da escola de negócios IE Business School e especialista em novos negócios digitais, avalia que a substituição da ocupação e da renda principal por serviços autônomos oferecidos em plataformas como Airbnb e Uber, de transporte, deve ser válida apenas no curto prazo. “O aumento de pessoas oferecendo esses serviços é observado em todo mundo, mas é preciso pensar que tipo de trabalho conseguem ou qual a qualidade da renda obtida”.

Mais detalhes vejam leiam o post do GoHouse

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